Sexta-feira, 27 de Junho de 2003
NOTICIAS DA BLOGOSFERA, NA TRILHA DE MOBIUS, 5 MINUTOS
LINKS Actualizados os links de sites que tinham sido indicados e faltavam, bem como os blogs que ainda não estavam na lista do lado direito.E ainda mais estes: Noticias da Blogosfera Uma chamada de atenção diária para alguns blogs. Muito mais variada que a concorrência, onde são sempre os mesmos, sempre os mesmos, sempre os mesmos.... Na Trilha de Möbius A ficção científica e o fantástico, por especialistas. 5 Minutos Entre outros temas, Gestão.

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publicado por João Carvalho Fernandes às 13:50
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Actualizados os links de sites que tinham sido indicados e faltavam, bem como os blogs que ainda não estavam na lista do lado direito.

E ainda mais estes:

Noticias da Blogosfera Uma chamada de atenção diária para alguns blogs. Muito mais variada que a concorrência, onde são sempre os mesmos, sempre os mesmos, sempre os mesmos....

Na Trilha de Möbius A ficção científica e o fantástico, por especialistas.

5 Minutos Entre outros temas, Gestão.



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AVISO À NAVEGAÇÃO
AVISO À NAVEGAÇÃOUm lamentável erro informático levou à perda quase total do template do Fumaças. Felizmente, havia sido feita uma cópia de segurança desse mesmo template cerca de duas horas antes. Assim, foi possível recuperar quase tudo!Moral da história: Façam regularmente cópias do vosso template. Se algo correr mal, não perdem tudo.


publicado por João Carvalho Fernandes às 04:19
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AVISO À NAVEGAÇÃO

Um lamentável erro informático levou à perda quase total do template do Fumaças. Felizmente, havia sido feita uma cópia de segurança desse mesmo template cerca de duas horas antes. Assim, foi possível recuperar quase tudo!

Moral da história: Façam regularmente cópias do vosso template. Se algo correr mal, não perdem tudo.


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PEDRÓGÃO GRANDE
PEDRÓGÃO GRANDE - 2003

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publicado por João Carvalho Fernandes às 02:27
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PEDRÓGÃO GRANDE - 2003


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AVIZ, OUTRO, EU , O PROJECTO, ANTESTREIA, ARQUIVOS DO CINÉFILO, DA PROVINCIA, BECO DAS IMAGENS, SILHUETAS
MAIS BLOGSAlguns já tinham sido citados, mas só agora vão para os links aqui à direita. Aviz do Francisco José Viegas. Outro, eu Do jornalista da TSF Carlos Vaz Marques. O PROJECTO A arte da Arquitectura. ANTESTREIA Cinema, cinema e mais cinema (na sala, em DVD, na TV...). Arquivos do Cinefilo A história do cinema. da provincia O mundo visto da esquina. Beco das Imagens Banda Desenhada e Ilustração. SILHUETAS Comentários à actualidade (jornais e blogs).

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Alguns já tinham sido citados, mas só agora vão para os links aqui à direita.

Aviz do Francisco José Viegas.

Outro, eu Do jornalista da TSF Carlos Vaz Marques.

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Quinta-feira, 26 de Junho de 2003
HÁ METAFÍSICA BASTANTE EM NÃO PENSAR EM NADA - ALBERTO CAEIRO
HÁ METAFÍSICA BASTANTE EM NÃO PENSAR EM NADA O que penso eu do mundo? Sei lá o que penso do mundo! Se eu adoecesse pensaria nisso. Que idéia tenho eu das cousas? Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos? Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma E sobre a criação do Mundo? Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos E não pensar. É correr as cortinas Da minha janela (mas ela não tem cortinas). O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério! O único mistério é haver quem pense no mistério. Quem está ao sol e fecha os olhos, Começa a não saber o que é o sol E a pensar muitas cousas cheias de calor. Mas abre os olhos e vê o sol, E já não pode pensar em nada, Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos De todos os filósofos e de todos os poetas. A luz do sol não sabe o que faz E por isso não erra e é comum e boa. Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores? A de serem verdes e copadas e de terem ramos E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar, A nós, que não sabemos dar por elas. Mas que melhor metafísica que a delas, Que é a de não saber para que vivem Nem saber que o não sabem? "Constituição íntima das cousas"... "Sentido íntimo do Universo"... Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada. É incrível que se possa pensar em cousas dessas. É como pensar em razões e fins Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão. Pensar no sentido íntimo das cousas É acrescentado, como pensar na saúde Ou levar um copo à água das fontes. O único sentido íntimo das cousas É elas não terem sentido íntimo nenhum. Não acredito em Deus porque nunca o vi. Se ele quisesse que eu acreditasse nele, Sem dúvida que viria falar comigo E entraria pela minha porta dentro Dizendo-me, Aqui estou! (Isto é talvez ridículo aos ouvidos De quem, por não saber o que é olhar para as cousas, Não compreende quem fala delas Com o modo de falar que reparar para elas ensina.) Mas se Deus é as flores e as árvores E os montes e sol e o luar, Então acredito nele, Então acredito nele a toda a hora, E a minha vida é toda uma oração e uma missa, E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos. Mas se Deus é as árvores e as flores E os montes e o luar e o sol, Para que lhe chamo eu Deus? Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar; Porque, se ele se fez, para eu o ver, Sol e luar e flores e árvores e montes, Se ele me aparece como sendo árvores e montes E luar e sol e flores, É que ele quer que eu o conheça Como árvores e montes e flores e luar e sol. E por isso eu obedeço-lhe, (Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?). Obedeço-lhe a viver, espontaneamente, Como quem abre os olhos e vê, E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes, E amo-o sem pensar nele, E penso-o vendo e ouvindo, E ando com ele a toda a hora.Alberto Caeiro

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publicado por João Carvalho Fernandes às 23:35
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HÁ METAFÍSICA BASTANTE EM NÃO PENSAR EM NADA

O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.

Que idéia tenho eu das cousas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?

Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).

O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.

Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?

"Constituição íntima das cousas"...
"Sentido íntimo do Universo"...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em cousas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.

Pensar no sentido íntimo das cousas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.

O único sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!

(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)

Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.

Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.

E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.

Alberto Caeiro


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