JARDIM ZOOLÓGICO DE LISBOA - 2004
Qual é a mensagem que vai transmitir em campanha?A primeira é a de que o sistema político português está esgotado, é uma mentira e é preciso mudá-lo. A mudança passa essencialmente pelo presidencialismo, em segundo lugar pela redução para metade, da quantidade de cargos políticos - que não se justificam em função da dimensão, da situação económica e das necessidades. As pessoas ainda não se deram conta que hoje só votam para quem manda menos, não votam para quem manda mais. Votam para a Assembleia da República que, quando existem maiorias, é um órgão de soberania que praticamente se limita a discutir a agenda do Governo, por força da maioria que existe no Parlamento. Votam para o Presidente da República que, tirando casos excepcionais, como aquele que estamos a viver, não manda nada.Portugal precisa de ter quem mande porque a sensação que as pessoas têm é que apesar de sermos um país não muito grande, não com muita gente, é um país que vive em bagunça permanente. Apesar de tudo, quem manda mais é quem não vai a votos, que é o Governo. Isto não faz sentido.Isso não é uma luta perdida?Não há lutas perdidas. O que hoje parece perdido, amanhã é ganho, aquilo que hoje parece ganho amanhã é perdido. Há para aí muitos fanfarrões a dizer que são muito bons e depois vai-se a ver e os resultados não condizem. Há para aí muitas pessoas a quem não é reconhecido o valor respectivo e depois são surpresas.Já esteve, assim como o presidente do PND , nesse sistema...Por isso mesmo é que temos alguma autoridade para falar dele. Não é um sistema bom para o país, não funciona. As pessoas hoje percebem cada vez melhor que o sistema político português parece um baile de máscaras porque são chamadas a decidir onde menos interessa. Onde efectivamente interessa as pessoas não são tidas nem achadas. Nos últimos meses, o país teve uma maioria parlamentar que, antes das eleições, não se sabia que ia existir, um primeiro-Ministro que nunca fez uma campanha eleitoral tendo em vista o cargo que veio a ocupar, e eu pergunto: isto é democrático? Não ponho em causa a legitimidade constitucional destas soluções, mas, do ponto de vista democrático e da representação das pessoas, isto é normal?
O Tugir em português comemora hoje o seu primeiro aniversário. Para mim, é um dos melhores em Portugal...Grandes abraços para o Luis Novaes Tito e o Carlos Manuel Castro PARABÉNS!
PARQUE DAS NAÇÕES - LISBOA - 2005
CONVITEA editora Tribuna da História tem o prazer de convidar V. Exa. para a cerimónia do lançamento do livro "Tradição e Revolução - Uma biografia do Portugal Político do século XIX ao XXI, Volume I (1820-1910)", da Colecção Filosofia e Ciências Sociais, da autoria do Prof. Dr. José Adelino Maltez, que terá lugar no próximo dia 28 de Janeiro, pelas 18h 30m no Galeria Fernando Pessoa do Centro Nacional de Cultura, no Largo do Picadeiro n.º 10-1.º, ao Chiado. A apresentação da obra e do autor será feita pelo Dr. José Pacheco Pereira, docente do ISCTE e da Universidade Autónoma. E o espectacular resumo pelo autor:Um império que já não há, uma língua que é futuro, dois regicídios, outros tantos magnicídios, três guerras civis, campanhas de ocupação e guerras coloniais em África, uma permanente guerra civil ideológica, três bandeiras, uma guerra mundial, seis constituições escritas, sete presidentes eleitos pelo povo, oito monarcas, a separação de nove Estados independentes e, muito domesticamente, quinze regimes, com duas monarquias e três repúblicas, sem que voltasse D. Sebastião, apesar dos heróis do mar e do nobre povo. Mais: oitenta eleições gerais, cento e vinte e tal governos, 13 233 dias de salazarquia, duzentas turbulências golpistas, cinco revoluções, outras tantas contra-revoluções, com restaurações, nostalgias, utopias e reviralhices. Oito dezenas e meia de chefes de governo, cerca de meio milhar de partidos e facções, várias congregações e outras tantas maçonarias, muitas fragmentações de um todo que resiste, com mais de cinco mil factos políticos seleccionados. E sempre a frustrada modernização de um Portugal Velho que quis ser reino unido e armilar, entre antigos regimes e jovens democracias. Graças à balança da Europa: desde El-rei Junot ao estado a que chegámos, com passagem por Évora-Monte, Gramido, Ultimatum, Grande Guerra, neutralidade colaborante, Vaticano, CIA, KGB e integração na CEE. Sobretudo, um povo sem rei nem lei e até sem sinais de nevoeiro.
Wolloch Haggadah em Memória do Holocausto *Ilustrador: David WanderCaligrafia e Micrografia: Yonah WeinribHaifa, Galeria de Arte Goldman, 1988Em cada geração temos a obrigação de considerar como se nós próprios, pessoalmente, tivéssemos saímos do Egipto.* A Haggadah é um livro litúrgico judaico que se lê em família durante o jantar ritual de Seder, da Páscoa, contendo o relato da libertação dos judeus, liderados por Moisés, da escravidão no Egipto.
QUADRO DE HONRA