Sexta-feira, 15 de Julho de 2005
JARDIM TROPICAL MONTE PALACE
MADEIRA121.jpgJARDIM TROPICAL MONTE PALACE - FUNCHAL - MADEIRA - 2004

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publicado por João Carvalho Fernandes às 18:30
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O GRANDE DEBATE....
O grande (e proveitoso...) debate actual da blogosfera:Eu sou liberal.Tu não és.Eu é que sou.Não porque...Sim, mas...Pois, mas entretanto...Vê-se mesmo que não têm grande coisa para fazer (nem para dizer) e que ainda não perceberam que o combate político a sério é "lá fora"....

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publicado por João Carvalho Fernandes às 12:00
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UMA FABULOSA SONDAGEM!
Fantásticos os resultados finais da sondagem ontem da Católica! Como se consegue transformar uma desvantagem de dois por cento nos dados brutos em vantagem de cinco por cento no resultado final apresentado!Já vi este filme antes...Via: RTPCarrilho à frente de Carmona em estimativa das intenções de voto - sondagem O candidato socialista à Câmara de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, está à frente do candidato do PSD, Carmona Rodrigues, numa estimativa das intenções de voto para as autárquicas de Outubro, indica uma sondagem publicada hoje. A sondagem realizada pela Universidade Católica aponta para uma vantagem de cinco pontos entre Maria Carrilho (41 por cento) e Carmona Rodrigues (36 por cento) depois de distribuídos os votos dos indecisos e votos em branco e sem contar com a abstenção.No entanto, nas intenções directas de voto o candidato socialista perde para o independente que concorre pelo PSD (24 contra 22 por cento).A estimativa dos resultados eleitorais que dá o favoritismo a Carrilho foi obtida "calculando a percentagem das intenções de voto em cada partido em relação ao total dos votos válidos - excluindo abstenção e não respostas - e redistribuindo indecisos e votos em branco com base numa segunda pergunta sobre intenção de voto", esclarece o Público.O jornal refere que a apresentação destes resultados exige uma interpretação cautelosa quanto à disputa da presidência da maior Câmara do país, dado que 38 por cento dos inquiridos está indeciso ou diz que se vai abster.Na sua análise, o Público considera também que a vantagem de Maria Carrilho na estimativa feita está assente em "alicerces pouco firmes" dado que o candidato do PS só está à frente do cabeça-de-lista do PSD porque o socialista consegue alguma vantagem entre os indecisos.Ou seja, "uma boa parte dos indecisos quando questionada para qual dos candidatos se `inclinava` optou pelo ex-ministro da Cultura", contudo este eleitorado pode ainda mudar de opinião ou nem sequer ir votar, adverte o Público.O jornal nota igualmente que na intenção directa de voto, sem a distribuição dos indecisos, o candidato do PSD aparece à frente de Carrilho mas apenas por uma diferença de dois pontos percentuais, um valor que é inferior à margem de erro do estudo da Universidade Católica.Outro dado desta sondagem mostra que Carmona Rodrigues é visto por cerca de um terço dos inquiridos como mais competente, honesto, carismático e com mais bom senso do que Maria Carrilho, que não chega a receber metade das percentagens do adversário nestes itens.A sondagem foi realizada pelo Centro de Sondagens e Estudos de Opinião da Universidade Católica para a Antena 1, Publico e RTP nos dias 7, 8 e 11 de Julho passado.O estudo foi feito com base em 989 entrevistas e apresenta uma margem de erro máximo é de 3,1 por cento para um nível de confiança de 95 por cento.SB.

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publicado por João Carvalho Fernandes às 08:30
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Quinta-feira, 14 de Julho de 2005
FUMAÇAS EM INGLÊS!
A partir de hoje, o Fumaças em inglês. É de uma pessoa se escangalhar a rir... Basta clicar sobre a bandeira que surge do lado esquerdo.Agradecimento especial para o Rui Costa Pinto (Rui Coast Young Chicken) e o Jorge Ferreira (Jorge Blacksmith).a) João Fernandes Oak


publicado por João Carvalho Fernandes às 21:00
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LONDON'S SILENT TRIBUTE
Via: BBC12_450x330.jpgTrafalgar Square - two minutes silence


publicado por João Carvalho Fernandes às 19:00
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BENTO XVI
"Deus está próximo da humanidade, sobretudo dos pequenos e indigentes para levantar o pobre e levar conforto aos necessitados e aos que sofrem”.


publicado por João Carvalho Fernandes às 14:00
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MANIFESTO ANTI-DANTAS - ALMEIDA NEGREIROS
Uma geração, que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi! É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!

Abaixo a geração!

Morra o Dantas, morra! - PIM!

Uma geração com um Dantas a cavalo é um burro impotente!

Uma geração com um Dantas à prôa é uma canoa em seco!

O Dantas é um cigano!

O Dantas é meio cigano!

O Dantas saberá gramática, saberá syntase, saberá medicina, saberá fazer ceias para cardeais, saberá tudo menos escrever que é a única coisa que ele faz!

O Dantas pesca tanto de poesia que até fax sonetos com ligas de duquesas!

O Dantas é habilidoso!

O Dantas veste-se mal!

O Dantas usa ceroulas de malha!

O Dantas especula e inócula os concubinos!

O Dantas é Dantas!

O Dantas é Júlio!

Morra o Dantas, morra! - PIM!

O Dantas fez uma sorôr Mariana que tanto o podia ser como a sorôr Inez, ou a Ignez de Castro, ou a Leonor de Telles, ou o Mestre d'Aviz, ou a Dona Constança, ou a Nau Catrineta, ou a Maria Rapaz!

E o Dantas teve cláque! E o Dantas teve palmas! E o Dantas agradeceu!

O Dantas é um ciganão!

Não é preciso ir para o Rossio p'ra se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!

Não é preciso disfarçar-se p'ra se ser salteador, basta escrever como o Dantas! Basta não ter escrúpulos nem morais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado, e usar côco e olhos meigos! Basta ser Judas! Basta ser Dantas!

Morra o Dantas, morra! - PIM!

O Dantas nasceu para provar que nem todos os que escrevem sabem escrever!

O Dantas é um autómato que deita p'ra fóra o que a gente já sabe que vai sair... mas é preciso deitar dinheiro!

O Dantas é um soneto d'elle-próprio!

O Dantas em génio nem chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum!

O Dantas nú é horroroso!

O Dantas cheira mal da boca!

Morra o Dantas, morra! - PIM!

O Dantas é o escárneo da consciência! Se o Dantas é português eu quero ser espanhol!

O Dantas é a vergonha da intelectualidade portuguesa! O Dantas é a meta da decadência mental!

E ainda há quem não córe quando diz admirar o Dantas!

E ainda há quem lhe estenda a mão!

E quem lhe lave a roupa!

E quem tem dó do Dantas!

E ainda há quem duvide de que o Dantas não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero!

Vocês sabem quem é a sorôr Mariana do Dantas? Eu vou-lhes contar:

A princípio, por cartazes, entrevistas e outras preparações com as quais nada temos que ver, pensei tratar-se de sorôr Mariana Alcoforado a pseudo autora d'aquellas cartas francesas que dois ilustres senhores desta terra não descansaram enquanto não estragaram para português. Quando subiu o pano também não fui capaz de distinguir porque era noite muito escura e só depois de meio acto é que descobri que era de madrugada porque o Bispo de Beja disse que tinha estado à espera do nascer do sol!

A Mariana vem descendo uma escada estreitíssima mas não vem só, traz também o Chamilly que eu não cheguei a ver, ouvindo apenas uma voz muito conhecida aqui na Brasileira do Chiado. Pouco depois o Bispo de Beja é que me disse que ele trazia calções vermelhos.

A Mariana e o Chamilly estão sozinhos em cena, e às escuras, dando a entender perfeitamente que fizeram indecências no quarto. Depois o Chamilly, completamente satisfeito despede-se e salta pela janela com grande mágoa da freira lacrimosa. E ainda hoje os turistas teem ocasião de observar as grades arredondadas da janela do quinto andar do Convento da Conceição de Beja na Rua do Touro, por onde se diz que fugiu o célebre capitão de cavalos em Paris e dentista em Lisboa.

A Mariana que é histérica começa a chorar desatinadamente nos braços da sua confidente e excelente pau de cabeleira sorôr Ignez.

... veem descendo p'la dita estreitíssima escada, várias Marianas todas iguais e de candeias acesas menos uma que usa óculos e bengala e anda toda curvada para a frente o que quer dizer que é a abadessa. E seria até um excelente personificação das bruxas de Goya se quando falasse não tivesse aquela voz tão fresca e maviosa da tia Felicidade da vizinha do lado. E reparando nos dois vultos interroga espaçadamente, com cadência, austeridade e imensa falta de corda... quem está aí?... e de candeias apagadas?

Foi o vento, dizem as pobres inocentes varadas de terror... e a abadessa que só é velha nos óculos, na bengala e em andar curvada para a frente manda tocar a sineta que é um dó de alma o ouvi-la assim tão debilitava. Vão todas para o coro, mas eis que, de repente batem no portão e sem se anunciar, sobe a escada e entra no salão um Bispo de Beja que quando era novo fez brégeirices com a menina do chocolate.

Agora completamente emendado revela à abadessa que sabe por cartas que há homens que vão às mulheres do convento e que ainda há pouco vira um de cavalo a saltar pela janela. A abadessa diz que efectivamente já há tempos que vinha dando pela falta de galinhas e tão inocentinha, coitada, que naqueles oitenta anos ainda não teve tempo para descobrir a razão da humanidade estar dividida em homens e em mulheres. Depois de sérios embaraços do Bispo é que ela deu com o atrevimento e mandou chamar as duas freiras de há pouco com as candeias apagadas. Nesta altura esta peça policial toma um bocado de interesse porque o bispo ora parece um polícia de investigação disfarçado de bispo, ora um bispo com a falta de delicadeza de um polícia de investigação, e tão perspicaz que descobre em menos de meio minuto o que o público já está farto de saber - que a Mariana dormiu com o Noel. O pior é que a Mariana foi à serra com as indiscrições do bispo e desata a berrar, a berrar como quem se estava marimbando para tudo aquilo. Esteve mesmo para se estrear com um par de murros na corôa do bispo no que se mostrou de um atrevimento, de uma insolência e de uma decisão refilona que excedeu todas as expectativas.

Ouve-se uma corneta tocar uma marcha de clarins e Mariana sentindo nas patas dos cavalos toda a alma do seu preferido foi qual pardalito engaiolado a correr até às grades da janela a gritar desalmadamente pelo seu Noel. Grita, assobia e rodopia e pia e rasga-se e magoa-se e cai de costas com um acidente do qual já previamente tinha avisado o público e o pano também cai e o espectador também cai da paciência abaixo e desata numa destas pateadas tão enormes e tão monumentais que todos os jornais de Lisboa no dia seguinte foram unânimes naquele êxito teatral do Dantas.

A única consolação que os espectadores decentes tiveram foi a certeza de que aquilo não era a sorôr Mariana Alcoforado mas sim uma merdariana - aldantascufurado que tinha cheliques e exageros sexuais.

Continua o senhor Dantas a escrever assim que há-de ganhar muito com o alcufurado e há-de ver, que ainda apanha uma estátua por um ourives do Porto, e uma exposição das maquetes para o seu monumento erecto por subscrição nacional do Século a favor dos feridos da guerra, e a praça de Camões muda em praça Dr. Júlio Dantas, e com as festas da cidade pelos aniversários, e sabonetes em conta "Júlio Dantas", e pasta para os dentes, e graxa Dantas para as botas, e comprimidos Dantas, e autoclismos Dantas e Dantas, Dantas, Dantas... e limonada Dantas - magnesia.

E fique sabendo o Dantas que se um dia houver justiça em Portugal todo o mundo saberá que o autor dos Lusíadas é o Dantas que num rasgo memorável de modestia só consentiu a glória do seu pseudónimo Camões.

E fique sabendo o Dantas que se todos fossem como eu haveria tais munições de manguitos que levariam dois séculos a gastar.

Mas julgais que nisto se resume a literatura portuguesa? Não! Mil vezes não!

Temos além disto o Chianca que já fez rimas para Aljubarrota que deixou de ser a derrota dos Castelhanos para ser a derrota do Chianca!

E as pinoquices de Vasco Mendonça Alves passadas no tempo da avozinha! E as infelicidades do Ramada Curto! E o talento insólito do Urbano Rodrigues! E as gaitadas do Brun! E as traduções só para homem do ilustríssimo excelentíssimo senhor Mello Barreto! E o Frei Mata Nunes Moxo! E a Ines sifilítica do Faustino! E as imbecilidades de Sousa Costa! E mais pedantices do Dantas! E Alberto Sousa, o Dantas do desenho! E os jornalistas do Século e da Capital e do Notícias e de todos os jornais, todos os jornais! E os actores de todos os teatros!

E todos os pintores das belas artes, e todos os artistas de Portugal que eu não gosto! E os da Águia do Porto e os palermas de Coimbra! E a estupidez de Oldemiro César e o Doutor José de Figueiras Amante do museu o ah! oh! os Sousa Pinto e os burros de Cacilhas e os menús de Alfredo Guisado! E o raquitico Albino Forjaz de Sampaio, crítico da Luta a que o Fialho com imensa piada intrujou de que tinha talento! E todos os que são políticos e artistas! E as exposições anuais de Belas Artes! E todas as maquetas do Marquês de Pombal e as de Camões em Paris! E os Vaz, o Estrela, os Lacerda, os Lucena, os Rosa, os Costa, os Almeida, os Camachos, os Cunhas, os Carneiros, os Barros, os Silva, os Gomes, os velhos, os idiotas, os imbecis, os párias, os ascetas, os arrangistas, os impotentes, os acelerados, os Lopes, os Peixotos, os Mota, os Godinho, os Teixeira, os Camar, o diabo que os leve, os Constantino, os Grave, os Mantua, os Bahia, os Mendonça, os Brazão, os Alves, os Albuquerques, os Sousa, e todos os Dantas que houver por aí!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

E as convicções urgentes do homem Cristo pai e as convenções catitas do homem Cristo filho!...

E os concertos do Blanch! E as estátuas ao leme! ao Eça e ao despertar de tudo! E tudo o que seja arte em Portugal! E tudo! Tudo por causa do Dantas!

Morra o Dantas, morra! - PIM!

Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mais atrasado da Europa e de todo o mundo! O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degredados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus!

O entulho das desvantagens e dos sobejos! Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!

Morra o Dantas! Morra! - PIM!

José Almeida Negreiros, Poeta d'Orpheu Futurista e Tudo

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publicado por João Carvalho Fernandes às 12:00
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FRANÇOIS RABELAIS
A ignorância é a mãe de todos os males François Rabelais, Escritor


publicado por João Carvalho Fernandes às 08:45
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Quarta-feira, 13 de Julho de 2005
JARDIM AFECTA IMAGEM DA MADEIRA - PACHECO PEREIRA
Uma excelente entrevista de Pacheco Pereira ontem, ao Diário de Notícias da Madeira:Pacheco Pereira considera haver limites para as asneiras dos políticos. Daí que compreenda a actuação de Marques Mendes em nome da retoma de credibilidade do PSD dn012097.jpg DIÁRIO - Pacheco Pereira tem vindo a ser um crítico em relação ao poder que a comunicação social exerce, pois entende que condiciona a actuação dos políticos e, por vezes, influencia de forma deficiente a opinião pública. Porquê? Pacheco Pereira – Sou crítico de certos aspectos actuais da comunicação social, especialmente, a tendência para a espectacularidade. Sou, também, muito crítico do comportamento dos políticos. Se se tratasse apenas de um problema da comunicação social e os políticos soubessem assumir o seu papel e a sua dignidade, o problema não existia. Há uma tendência dos jornalistas, políticos e outras pessoas aceitarem uma superficialidade espectacular, uma vida pública sem memória, toda uma série de características que são negativas. DIÁRIO – Na sua opinião, o sector está mal regulado? P.P. – Eu não sou partidário da lei de imprensa, nem sequer da existente. Sou a favor do cumprimento da lei geral e o que é crime na lei geral é também crime nos jornais. Sou favorável a mecanismos de auto-regulação dos próprios jornalistas e de um comportamento activo dos consumidores dos jornais. DIÁRIO – Acha que a concentração e a constituição de grupos detentores de vários órgãos de comunicação social colocam em causa o pluralismo de opinião? P.P. – A concentração de poder, através da propriedade na comunicação social é negativo e, quer se queira quer não, afecta a prazo o pluralismo. Afecta na medida em que há um conjunto de interesses que são protegidos e a comunicação social não toca nesses interesses. Por exemplo, a nossa imprensa económica não é efectivamente pluralista. Não há grande liberdade para criticar grandes grupos económicos nem o comportamento das empresas na economia. DIÁRIO – Aceita que o Estado seja dono de jornais, rádios e de dois canais de televisão? P.P. – De modo nenhum. O Estado não deve ser proprietário de órgãos de comunicação social. Acho que não faz nenhum sentido haver uma rádio e uma televisão pública, num país onde há liberdade de opinião. Na prática, em última instância, são sempre os Governos que controlam aquilo que é fundamental nos órgãos de comunicação social que detêm. Há sempre controlo, manipulação, possibilidade de interferência, nem que seja pela escolha das pessoas que dirigem. DIÁRIO – A contratação, por parte da RTP, de figuras destacadas da política, algumas delas ligadas ao PS, para fazer comentários políticos é correcta? P.P. – Sou a favor de colunas de opinião televisivas, não as trato como tempo de antena dos seus responsáveis. Elas estão no mercado como outras, quem quer ver vê, quem não quiser não vê. Elas são feitas por pessoas que têm grande capacidade de comunicação. Infelizmente, quando se trata da televisão pública, ela tenta seguir critérios jornalísticos, o que é bom, mas, na prática, no alinhamento dos telejornais, na importância relativa que dá às matérias a tendência é, por exemplo, fazer debates artificiais com os partidos representados na Assembleia da República. Este é um dilema que não se consegue resolver. DIÁRIO – O PS e o Governo controlam a RTP? P.P. – Todos os governos, não só o PS mas os do PSD, controlam a RTP através do seu conselho de administração, das grandes opções económicas, das grandes opções estratégicas sobre o papel que essas televisões têm no espaço comunicacional, não há volta a dar. DIÁRIO – Acha que Alberto João Jardim teve um comportamento xenófobo ao defender a protecção das empresas madeirenses e a não entrada de empresas chinesas e indianas na Região? P.P. – Se há alguma região de Portugal, que tem uma importante parte da sua população que optou pela emigração na Venezuela, na África do Sul e em vários sítios do Mundo, essa região é a Madeira. É neste sentido que o Governo Regional e o seu principal responsável devem ter particular cuidado ao dirigirem-se aos nacionais de outros países, que vêm para a Madeira trabalhar. Porque, certamente, nenhum madeirense gostaria de ouvir um responsável venezuelano ou sul-africano dizer, dos portugueses e das empresas portuguesas, o mesmo que o dr. Alberto João Jardim disse acerca das empresas chinesas. É o tipo de afirmações que fragiliza algo que é fundamental para a Madeira e fundamental para Portugal. São países de imigração, por isso é imperativo proteger a dignidade dos imigrantes. Por mais difícil que seja a competição, esta não é a melhor forma de proteger os interesses das empresas madeirenses nem das empresas nacionais. O presidente do Governo Regional teria feito melhor em falar da necessidade de as empresas madeirenses melhorarem o seu comércio de qualidade e a sua capacidade competitiva. DIÁRIO – Como é que comenta a actuação de Marques Mendes que condenou, abertamente, as declarações de Jardim neste caso? P.P. – O dr. Marques Mendes percebeu uma coisa fundamental, que os anteriores líderes do PSD sabiam que existia mas que não tiveram a coragem de enfrentar. É que, em particular, devido aos acontecimentos do últimos governo Santana Lopes/Paulo Portas, o PSD tem uma crise de credibilidade. E uma parte desta crise deve-se ao facto de se ter permitido que alguns militantes enterrassem a imagem do partido ao nível nacional, envolvendo-se em processos, em actividades ou tendo comportamentos que punham em causa a dignidade de homens políticos. Foi o primeiro dirigente do PSD que teve a coragem de dizer, de forma moderada, que a retoma da credibilidade do PSD exige a demarcação dessas atitudes. O partido chamou a atenção que a política de imigração do PSD não é aquela que estava presente nas declarações do dr. Alberto João Jardim. Acho excessiva a maneira como a estrutura do partido na Madeira reagiu a essas críticas. DIÁRIO – Criou-se um incidente diplomático com a China. Acha que um governante, com responsabilidades políticas, sociais e económicas, pode agir desta forma? P.P. – Houve de facto um incidente diplomático. O dr. Alberto João Jardim não seria o primeiro a pedir ao Ministério dos Negócios Estrangeiro português uma intervenção diplomática se algum responsável venezuelano dissesse o mesmo dos portugueses? Claro que seria. O cerne da questão é que um Governo de uma Região Autónoma que tem centenas de milhares dos seus naturais na emigração não pode ter este tipo de posição. Se o dr. Jardim não faz declarações contra o "chavismo" é porque tem interesse em proteger os nossos emigrantes na Venezuela. Há que haver prudência! DIÁRIO – Como encara a actuação cautelosa do Presidente da República neste caso? P.P. – É natural que ele tome uma atitude moderada. Mas não tenho dúvidas nenhumas de que o sr. Presidente da República condena as palavras do dr. Alberto João Jardim. DIÁRIO – Defende que o líder do PSD deveria instaurar um processo disciplinar a Jardim? P.P. – Não. Essas são questões políticas e têm que ser resolvidas politicamente. DIÁRIO – Ao ser "desconvidado" da festa do Chão da Lagoa, Marques Mendes foi desconsiderado e sai fragilizado deste episódio? P.P. – Não acho que o dr. Marques Mendes saia fragilizado. É pena que isso tenha acontecido. O facto de haver um conflito com a Madeira não significa que a maioria dos portugueses e, inclusivamente, dos madeirenses dêem razão ao dr. Jardim. Sem dúvida que é uma desconsideração com líder do PSD nacional. DIÁRIO – Uma vez que também escreve na comunicação social, sentiu-se atingido quando Jardim falou em bastardos e filhos da puta? P.P. – É um estilo de actuação que acaba por ser pior para quem o tem. Há o mínimo de boa educação. As pessoas quando estão zangadas devem exprimir essa zanga. Acredito que muitas vezes o dr. Jardim tenha razões para estar aborrecido. É evidente que o dr. Jardim é uma figura importante do país, tem uma obra muito importante na Madeira de que se deve orgulhar e que deve dar dignidade. Ele é, também, responsável pela imagem da Madeira e ao comportar-se assim afecta a qualidade da imagem que a Região poderia ter em relação aos portugueses e a todo o Mundo. Compreendo que os políticos digam uma asneira. Mas há limites. DIÁRIO – O que achou do Porto Santo? O que mais o impressionou? Pacheco Pereira – Fiquei muito surpreendido com o Porto Santo. Nunca tinha vindo cá. Fiquei surpreendido por encontrar uma excelente praia, um sítio excelente para passar férias, mas, acima de tudo, uma ilha na qual se nota um cuidado dos governantes, do município, das pessoas, não está estragada. E, para quem sabe, a esmagadora maioria de Portugal está estragada. DIÁRIO – Prefere férias de praia, ou aprecia mais o turismo cultural? P.P. – Não faço uma coisa nem outra. Há muitos anos que não passo férias. Normalmente estou em casa a ler e a escrever. DIÁRIO – O que o motiva, nos curtos períodos em que consegue sair? P.P. – Não tenho tempo para mudar de rotina. Mas motiva-me, acima de tudo, a curiosidade pelo Mundo. Gosto de conhecer sítios que não conheço. DIÁRIO – Diga-me um sítio que tivesse conhecido e que o fascinou? P.P. – Há muitos países que me fascinam. Gosto de Itália, do Reino Unido, eu gosto de cidades como Nápoles, gosto de ver vulcões, gosto de ilhas. DIÁRIO – E um local do Mundo que deseje conhecer? P.P. – O Antárctico! DIÁRIO – O que mais gosta de fazer: política, leccionar, escrever ou investigar? P.P. – Tudo aquilo que corresponde a uma grande curiosidade que tenho pelas coisas. Não faço separações. Normalmente leio, escrevo, estudo, tenho intervenção políticas. DIÁRIO – Fora dos palcos mediáticos, o cidadão Pacheco Pereira tem "hobbies"? Pequenos prazeres? P.P. – O cidadão comum tem alguns "hobbies", mas não gosta de falar disso, porque defendo muito a reserva da vida privada. Como cidadão comum eu não existo para os jornais. Terrorismo civilizacional DIÁRIO - Os atentados a Nova Iorque, Madrid e Londres são um sinal de alerta para Portugal. Acha que poderemos ser o próximo alvo? Pacheco Pereira – O tipo de terrorismo que enfrentamos é cultural e civilizacional. É evidente que a visibilidade de um atentado é maior se for em Londres ou em Paris. É só isso que nos protege, mas protege-nos pouco. Este tipo de terrorismo que nós defrontamos é global, é contra as democracias ocidentais. DIÁRIO – Portugal tem algum plano de segurança. Como é que o país se pode prevenir? Com que meios e com outra política de alianças? P.P. – Portugal tem planos de segurança nacionais e outros inseridos ao nível internacional, através de troca de informações para prevenir a existência de atentados. Há aqui um elemento que eu duvido que o actual Governo dê importância. Tem que haver uma consciência do risco na opinião pública. E é um facto que, mesmo que as pessoas reajam com medo a estes atentados, não têm consciência do risco de que hoje padece um país como Portugal. E o Governo, por razões políticas e ideológicas, não faz isso porque tem complexo, pois é um risco que põe em causa a vida dos portugueses. DIÁRIO – Na sua opinião como é que é possível estancar esta escalada de violência? P.P. – A primeira forma de combater esta vaga de violência é através da polícia, troca de informações e da actuação repressiva. Há que impedir que estes terroristas tenham bases de apoio, que haja governos que lhes dêem cobertura. Acho que as declarações do Dr. Mário Soares relativamente a esta matéria são completamente insensatas. Ao contrário do que disse, não é um terrorismo da miséria. Estes terroristas são pessoas cultas, ilustradas. É um terrorismo ideológico, motivado pela religião. É um problema que não se lida através da diplomacia, pois o fundamentalismo religioso é muito difícil de tratar como se tivesse racionalidade política. Constituição Europeia DIÁRIO – É um militante activo do "NÃO" no referendo da Constituição Europeia. A questão que se coloca é a de saber qual o tratado que melhor serve os interesses dos 25 Estados. P.P. – A Europa não tem necessidade de uma constituição. O que é preciso é melhorar a governação europeia. E para isso basta introduzir aperfeiçoamentos no Tratado de Nice. DIÁRIO – Que futuro perspectiva para uma Europa a 25 e com a anunciada adesão da Turquia? Acha possível manter a coesão? P.P. – A UE é uma realidade da geografia, por isso faz sentido que inclua a Turquia nas suas fronteiras. Não vejo que possa haver estabilidade na Europa sem associarmos o único Estado de maioria muçulmana. É claro que a Turquia deve cumprir todas as normas de uma democracia, com respeito pelos direitos humanos. DIÁRIO – Durão Barroso tem tido um bom desempenho? P.P. – Ainda é cedo para fazer um balanço ao seu desempenho. Ele enfrenta um período muito difícil, tem um problema fundamental, pois possui um poder delegado pelos principais países. Esses países tiraram-lhe o tapete, como fez recentemente a França na altura do referendo, e Durão Barroso está perante uma crise europeia que era mais que espectável. DIÁRIO – Portugal ganhou com a sua ida para Bruxelas? P.P. – Não perdeu, mas também não ganhou muito. Não perdeu ao nível europeu, porque, evidentemente, ao nível nacional perdeu muito, porque era o governante legítimo que estava à frente de um Governo que tinha proposto medidas difíceis. Tinha prometido aos portugueses que estaria até ao fim e não o fez. DIÁRIO - Nos últimos anos foi muito crítico em relação à forma como o seu partido vinha a governar Portugal. O PS de José Sócrates adoptou melhores medidas? Acha que são as mais acertadas? Pacheco Pereira – Acho que o Governo PS tomou algumas medidas acertadas, que seriam tomadas por qualquer partido que estivesse no poder, nomeadamente as destinadas a controlar o défice público, a diminuir a despesa pública, a limitar privilégios existentes na função pública. Simplesmente, tomou outras medidas que têm a ver com o facto de esse Governo ser socialista. Por exemplo, a decisão de aumentar os impostos é uma opção política destinada a manter um alto nível de despesa. Eu teria optado por uma maior redução da despesa pública. Sou crítico deste plano de investimento. Acho absolutamente absurdo, numa altura em que o défice público não está controlado, em que temos problemas graves com balanças de pagamentos, quando o país compra praticamente tudo ao estrangeiro. DIÁRIO – Jorge Coelho acusa o PSD de, agora que não está no poder, ter acabado com o discurso da "tanga"... P.P. – A crítica de Jorge Coelho não tem sentido. O PSD tomou uma atitude de grande moderação em relação a estas medidas do Governo, prestou-se a apoiar o Governo naquelas medidas consideradas de interesse nacional e criticou outras. DIÁRIO – Como é que vê os incidentes que envolveram a apresentação do Orçamento Rectificativo, a posição de Freitas do Amaral sobre o referendo, dissonante da do primeiro-ministro... P.P. – São evidentemente trapalhadas que dão a ideia de má qualidade da governação, dão a ideia de que é possível estar no Governo e contra o Governo, que foi o que fez o ministro dos Negócios Estrangeiros, de que é possível cometer erros grosseiros em documentos fundamentais, como os orçamentais. E dá a ideia de que, em alguns aspectos, o primeiro-ministro não tem a autoridade que deveria ter sobre o Governo. Agora, não penso que estas trapalhadas do Governo PS possam ter o mesmo peso na sua avaliação do que as trapalhadas que, de alguma maneira, deitaram abaixo o Governo de Santana Lopes. Ainda é cedo para fazer esta comparação. A consistência dos dois governos é muito diferente. Elas traduzem, evidentemente, problemas de qualidade da nossa governação que a opinião pública deve criticar com severidade. Sara Moura, no Porto Santo

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ZAHRA KAZEMI
kazemi.jpgVia: Reporters Sans FrontièresDos años después de la muerte de la fotógrafa Zahra Kazemi, Reporteros sin Fronteras denuncia las manipulaciones de la justicia iraní"Hace ahora dos años que la familia de Zahra Kazemi espera que el cuerpo sea exhumado y repatriado a Canadá. Hace dos años que todos los defensores de la libertad de prensa, en todo el mundo, esperan que se haga justicia. Presumiblemente las autoridades iraníes han decidido otra cosa. La comunidad internacional tiene que apoyar las gestiones de Canadá, y obligar a Irán a dar cuenta de las circunstancias en que se produjo la muerte de Zahra Kazemi", ha declarado la organización. El gobierno canadiense se ha implicado particularmente en este caso. Como consecuencia del simulacro de juicio celebrado en julio de 2004, que disculpó al principal sospechoso, en mayo de 2005 Canadá decidió limitar sus relaciones diplomáticas con las autoridades iraníes, hasta que se aclare el caso Kazemi. Ottawa propuso que tres expertos judiciales -un canadiense, un iraní y un tercero designado por ambas partes- efectuaran la autopsia del cuerpo de la periodista. Las autoridades iraníes nunca han accedido a esta petición. En este caso hay muchas preguntas sin respuesta. No se ha revelado la identidad de algunos de los que interrogaron a Zahra Kazemi. Como también se falsificaron las actas de algunos de los interrogatorios, y no se tuvieron en cuenta determinados testimonios. Recordatorio de los hechos Zahra Kazemi, periodista irano-canadiense de 54 años residente en Canadá, fue detenida el 23 de junio de 2003, cuando fotografiaba a las familias de los detenidos delante de la cárcel de Evine, al norte de Teherán. Golpeada durante su detención, falleció a consecuencia de las heridas el 10 de julio. Tras haber intentado esconder las causas de la muerte, un informe de investigación, hecho público por las autoridades iraníes el 20 de julio, reconocía la muerte violenta pero no precisaba el origen del golpe que resultó fatal. Ahora, solo una autopsia permitiría saber más de lo ocurrido. El cuerpo de Zahra Kazemi fue inhumado precipitadamente en Chiraz (sur del país) el 22 de julio de 2003, en contra de la voluntad de su hijo, Stephan Kazemi, de nacionalidad franco-canadiense y con residencia permanente en Canadá. La madre de la periodista reconoció públicamente haberse visto presionada para que autorizara el entierro en Irán. Desde entonces, han sido en vano las peticiones de exhumación y repatriación del cuerpo a Canadá. Tras una investigación parlamentaria, y bajo la fuerte presión de Canadá y de la comunidad internacional, la justicia iraní señaló como responsable de la muerte a un agente de los servicios de inteligencia, uno de los que interrogaron a Zahra Kazemi durante su detención. Fue inculpado antes de que, en un simulacro de julio celebrado el 24 de julio de 2004, fuera declarado inocente.

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publicado por João Carvalho Fernandes às 17:00
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