Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011
MPLA SAQUEIA ANGOLA E INVESTE EM PORTUGAL
Imprescindível a leitura deste livro do jornalista angolano Rafael MarquesDiamantesdeSangue.bmpSinopseO trabalho de investigação de Rafael Marques é já bem conhecido, sobretudo através dos canais de comunicação on-line. É ele um dos principais responsáveis por denunciar e divulgar os esquemas de corrupção que envolvem as mais altas esferas do poder em Angola, bem como as empresas e entidades estrangeiras que com ele negoceiam. Na região do Cuango, a situação é trágica. Para benefício dos que exploram os diamantes, as populações são mantidas em condições de quase escravatura, sendo torturadas, assassinadas, roubadas e impedidas de manter quaisquer actividades de auto-subsistência. As autoridades e o governo ignoram os crimes, as forças armadas e policiais são não só coniventes como também protagonistas desses crimes.


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Terça-feira, 27 de Setembro de 2011
La disidencia cubana en una encrucijada
Com a devida vénia ao El Nuevo HaraldPor PAUL HAVEN y ANDREA RODRIGUEZLA HABANA -- Cuando se formaron las "Damas de Blanco" en protesta por el encarcelamiento de activistas y periodistas cubanos en el 2003, la misión de este grupo de mujeres era simple: lograr la libertad de sus seres queridos.Desde entonces cada domingo después de misa, las Damas marchan en un tranquilo barrio de La Habana, vestidas todas de blanco y blandiendo flores. En ocasiones, son enfrentadas por grupos pro-oficialistas que les insultan y gritan lemas a favor del gobierno.Pero hace unos meses, un acuerdo entre el presidente Raúl Castro y la Iglesia Católica logró la libertad de todos los esposos y permitió a varios de ellos salir al exilio en España, dejando a las cárceles cubanas vacías de lo que Amnistía Internacional considera "prisioneros de conciencia". El triunfo fue un sueño hecho realidad para las Damas de Blanco, pero al mismo tiempo las dejó sin causa y sin algunos de sus personajes más conocidos.Ahora, ellas y el resto de la comunidad disidente se encuentran en una encrucijada, con el reto de redefinirse y de lograr el apoyo de una sociedad que nunca ha parecido particularmente receptiva o siquiera enterada de su mensaje.En entrevistas con la AP, los opositores reconocieron los obstáculos, pero insistieron en que seguirán buscando mayores libertades. De hecho, están ampliando su actividad, llevando las protestas al interior de Cuba."Vamos a seguir... al final cada uno de nosotros está defendiendo sus derechos", declaró Elizardo Sánchez, dirigente de una organización de derechos humanos y considerado uno de los principales voceros de la oposición.Hasta ahora, la disidencia cubana, pequeña y fragmentada, no ha podido emular las sublevaciones que ocurrieron en el mundo árabe o siquiera las protestas exigiendo mayor justicia social que sucedieron en Gran Bretaña, Grecia y España. Y aunque quizás falta libertad política en un país que fue gobernado por uno y otro de los hermanos Castro por más de 50 años, el gobierno dejó parcialmente sin argumento al movimiento al permitir también en los últimos meses mayores oportunidades económicas, y al prometer que habrían pronto más reformas."La oposición se encuentra en un proceso de redefinición, una especie de redefinición caótica, no digo decadente, sino que en sentido general les falta paradigma", declaró Manuel Cuesta, un historiador disidente. "Tiene un desafío, no sólo tener un proyecto de país, sino conectarlo con la gente".Cuesta afirmó que algunos opositores comenzaron a debatir nuevamente un plan político.Uno de los disidentes más conocidos, Oswaldo Payá, emitió en julio un manifiesto en que recomendaba un diálogo nacional y un sistema político que permita una diversidad de partidos."Hay como una conjura para decir que la disidencia no tiene proyecto, sí lo tenemos", protestó Payá ante la AP.Pero otro asunto es si su mensaje se ganará el apoyo de los cubanos comunes o si siquiera les llegará.En Cuba es común encontrar gente descontenta con la realidad del país, pero pocos consideran a los disidentes como una alternativa real."No creo que en Cuba pueda haber una primavera árabe. Cada región, cada país tiene sus peculiaridades", declaró Ricardo González, uno de los prisioneros políticos liberados en el 2010 luego de aceptar la oferta de irse a España junto con su familia. Paul Haven puede ser localizado en http://www.twitter.com/paulhaven

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Domingo, 25 de Setembro de 2011
BANQUEIROS PORTUGUESES SÃO AINDA MAIS BURROS QUE SÓCRATES
Não tendo aprendido com a burrice e casmurrice de Sócrates, que podia ter recorrido à ajuda externa mais cedo, amenizando as medidas que a troika nos obrigou a tomar, os bancos portugueses vão pelo mesmo caminho, continuando a recusar a recapitalização com recurso aos fundos colocados à sua disposição.

Isto está a levar a cortes drásticos ao crédito às empresas, com o consequente fecho de muitas delas e ida de mais uns milhares de pessoas para o desemprego!

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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011
ANGOLA - Brigadeiro 10 Pacotes - Estado da Nação
Via Alto Hama

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Terça-feira, 20 de Setembro de 2011
Petição em defesa, salvaguarda e reabilitação do Alambor Primitivo Norte (Séc. XII) do Castelo Templário de Tomar
Para:Presidente da Assembleia da República, Primeiro - Ministro, Secretário de Estado da Cultura, Director do IGESPAR, Presidente da Câmara Municipal de Tomar, Presidente da Assembleia Municipal de Tomar, Director da UNESCO – World Heritage, Presidente do Parlamento Europeu, Comissário Europeu da Cultura- Português Exma. Senhora Presidente da Assembleia da República Exmo. Senhor Primeiro - Ministro Exmo. Senhor Secretário de Estado da Cultura Exmo. Senhor Presidente do IGESPAR Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Tomar Exmo. Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Tomar Exma. Senhora Director da UNESCO – World Heritage Exmo. Senhor Presidente do Parlamento Europeu Exmo. Senhor Comissário Europeu da Cultura No seguimento das obras de arranjo urbanístico levadas a cabo pela Câmara Municipal de Tomar da envolvente norte do Conjunto Imemorial de Tomar - Património da Humanidade -, foi destruído o alambor primitivo norte do Séc. XII do Castelo Templário de Tomar; um marco único a nível mundial da arquitectura militar medieval do Séc. XII. As suas pedras, com quase 900 anos, foram retiradas e transportadas para um terreno baldio por trás do Convento de Cristo, onde se encontram abandonadas e desprotegidas, passíveis de serem facilmente furtadas. Foi ainda iniciada, neste momento, a construção de uma parede de betão de 5m. Os cidadãos a seguir assinados e identificados, vêm por este meio, requerer a Vossas Excelências a reformulação do mesmo, reintegradas as pedras retiradas, de acordo com as melhores práticas de restauro e conservação da arquitectura militar medieval do Séc. XII, com especial cuidado para a sua singularidade. Garantindo a sua recuperação, manutenção e sustentabilidade a longo prazo. Portugal, 28 de Agosto de 2011 Os Signatários, - English Madam President of the Portuguese Assembly Hon. Portuguese Prime - Minister Hon. Portuguese Secretary of State for Culture Hon. Director of IGESPAR Hon. Lord Mayor of Tomar Hon. President of the Assembly City Hall of Tomar Excellency Director General of UNESCO - World Heritage Hon. President of the European Parliament Hon. European Commissioner for Culture Following the works of urban arrangements undertaken by the City Hall of Tomar at the northern surrounding of the Immemorial Set – World Heritage – of Tomar, the XII Century north alambor of the Templar Castle of Tomar was destroyed; a unique mark in the world of the XII Century medieval military architecture. The stones, with almost 900 years, were removed and transported to a vacant lot behind the Convent of Christ, where they are abandoned and unprotected, likely to be stolen. Was also initiated, at the present, a construction of a concrete 5m wall. The identified undersigned citizens, hereby, request Yours Excellencies as to promote the reconstruction and reinstatement of the stones removed, according to the best practices in restoration and conservation of medieval military architecture of the XII century, with special consideration to its uniqueness. Ensuring its recovery, maintenance and long-term sustainability. Portugal, August 28, 2011 The Undersigned, «AVISO: Esta Petição encontra-se também disponível em suporte papel, para Todos Aqueles que não têm ou não podem assinar via internet. Ambos os suportes são válidos; contendo o mesmo teor, conteúdo e eficácia, e constituem um Todo.» Os signatários Pretendo assinar esta petição


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Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011
DONA ABASTANÇA - MANUEL DA FONSECA
«A caridade é amor»
Proclama dona Abastança
Esposa do comendador
Senhor da alta finança.

Família necessitada
A boa senhora acode
Pouco a uns a outros nada
«Dar a todos não se pode.»

Já se deixa ver
Que não pode ser
Quem
O que tem
Dá a pedir vem.

O bem da bolsa lhes sai
E sai caro fazer o bem
Ela dá ele subtrai
Fazem como lhes convém
Ela aos pobres dá uns cobres
Ele incansável lá vai
Com o que tira a quem não tem
Fazendo mais e mais pobres.

Já se deixa ver
Que não pode ser
Dar
Sem ter
E ter sem tirar.

Todo o que milhões furtou
Sempre ao bem-fazer foi dado
Pouco custa a quem roubou
Dar pouco a quem foi roubado.

Oh engano sempre novo
De tão estranha caridade
Feita com dinheiro do povo
Ao povo desta cidade.

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publicado por João Carvalho Fernandes às 13:00
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Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011
Carta abierta de Pablo Milanés a Edmundo García
El cantautor cubano Pablo Milanés, de visita en Miami, ha decidido responder con esta carta abierta a un artículo publicado la semana pasada por el comentarista Edmundo García, en el cual cuestionaba el comportamiento del artista y sus declaraciones a la prensa en Estados Unidos. A continuación, las reflexiones de Milanés en respuesta al conductor del programa radial “La Tarde se Mueve” en Miami. (En respuesta a su artículo del 26 de agosto de 2011) pablomilanes.jpgCom a devida vénia à Unión Liberal CubanaEdmundo, Hace años estás intentando hacerme una entrevista sin éxito, hasta el punto de resultar insoportablemente insistente porque además, para colmo, en tu petición posteriormente iban tus entrevistas adjuntas, esas entrevistas que no tuve más remedio que clasificar como “correo no deseado”, para al fin librarme de ellas. En esa primera ocasión en que nos encontramos, ibas oportunamente mal acompañado y no tuve más remedio que pensar para mis adentros “Dios los cría…”. No obstante te explicaré por qué nunca hubiera hecho una entrevista contigo: vi en ti, con mi intuición natural para esas cosas, las nueve señales del hijo de puta que son, no sé si sabes, clasificaciones que hizo Don Camilo José Cela, en su novela “Mazurca para dos muertos” y que ha llegado a ser, en la historia, famosa por su visión extraordinaria de lo que es un ser execrable a primera vista. Voy a mostrarte esas nueve señales que son: 1. Pelo ralo 2. Baja estatura y canijo 3. Cara pálida 4. Barba por parroquia 5. Manos blandas, húmedas y frías 6. Mirar huido 7. Voz atiplada 8. Pijo flácido y doméstico 9. Avaricia Con esta referencia sobra decirte por qué nunca he confiado en ti. Edmundo, tienes una forma de hacer periodismo que no es tal; coges a tus víctimas (a tus entrevistados), no los indagas, los cuestionas, los destrozas con una autoridad que no sé cuál ser poderoso te ha otorgado y terminas triunfante ante una persona apabullada por el terror de tus palabras que recuerdan un viejo estilo autoritario, ridículo y obsoleto. Esa es a mi juicio la esencia de tu programa. Cuando leí tu panfleto mi primera reacción fue ver a una niña en la pubertad, asombrada y ruborizada ante su primera menstruación, miedosa de cometer pecado ante una manifestación natural de su desconocido organismo. Esa fue la primera impresión, pero la segunda, fue más solemne y peligrosa: me di cuenta de que no solamente eras todo lo que yo había pensado, sino más aún, estabas ingresando en ese grupo selecto de la ultraderecha miamense que no admite reconciliaciones, críticas y que cuyo único neolítico gesto es romper discos con aplanadoras. Tú, al igual que ellos, no quieres amor, quieres odio, tú al igual que ellos, no quieres reconciliación, quieres rencores y desunión, tú en suma, no quieres al pueblo cubano, ni de allá ni de acá. Edmundo, tú no quieres a nadie y no me hubiera extrañado verte en esa “enorme” turba gritando “Abajo, abajo”, donde sin duda alguna hubieras sido bien recibido.Has insinuado que la prensa de Miami y España se aprovecha y utiliza mis palabras en vez de beneficiarme de ese espacio para arremeter contra el imperialismo. Edmundo, estás equivocado, soy yo el que me sirvo de esos periódicos para que difundan las entrevistas que en Cuba me están negadas y que sueño con que aparezcan en el Granma y las lea todo el pueblo y que un sólo periodista, uno sólo de los tantos miles que hay en la isla, tenga lo que hay que tener para dar a conocer lo que tantos años llevo expresando; es más, como un punto de partida planteo que tu panfleto y esta carta se publiquen en el Granma y que el pueblo las lea, piense, sepa discernir por si mismo, y de una vez, dónde está la verdad y vayamos por el camino de las libertades individuales que tenemos que rescatar y que tú con tu actitud estás negando. A mi regreso a La Habana y en concordancia con el párrafo anterior, le digo por este medio a la intelectualidad cubana, a los artistas, a los músicos y a los altos cargos del Estado, que no me susurren más al oído: “estoy de acuerdo contigo pero… imagínate!”. Yo no estoy arrepentido de incinerarme sólo en mi actitud, pero es triste y vergonzoso que haya un silencio cómplice tan funesto como tu manifestación, Edmundo. Estas dos conductas, una en Miami y otra en La Habana, increíblemente al final convergen en su propia contradicción. Sobre la intelectualidad miamense que comentas que me ha apoyado en sus artículos, te diré que no tengo absolutamente ningún miedo ni prejuicio en recibir una frase amable y receptiva. No soy su compañero de viaje, pero Edmundo, me gusta sumar mientras que a ti te gusta dividir porque de eso vives, para eso estás en esta ciudad. También te has atrevido a decir que he mal influenciado a artistas del talento y el prestigio de Serrat, Sabina, Víctor Manuel y Ana Belén. No hay duda de que en este terreno también eres un ignorante, debías de saber que Juan Manuel Serrat es uno de los hombres más admirados por su entereza, caballerosidad y su limpieza durante toda su vida, y su posición ante el franquismo arriesgando su carrera y su vida, lo llevó hasta la cima de la dignidad. Que Joaquín Sabina, que a los 23 años se exilió a Inglaterra en su oposición a Franco y a su propio padre, es uno de los artistas más sinceros y honestos que conozco (esto lo sabe bien Fidel) independientemente de su talento. Que Víctor Manuel y Ana, antes de nacer tú, y andar por esos rumbos inciertos, que todos conocemos, para llegar a ser el extremista que eres hoy, pertenecían al Partido Comunista de España, en la época de Franco, y eso, Edmundo, les pudo costar la vida. Esas personas que tú no has respetado, tienen talento propio, criterios propios y no se dejan influenciar por nadie, al contrario porque son ciertamente su talento y sus principios los que han influenciado a medio mundo. Edmundo, mis 53 años de militancia revolucionaria me otorgan el derecho, que muy pocos ejercen en Cuba, de manifestarme con la libertad que requieran mis principios y esa libertad implica que no tengo ningún compromiso a muerte con los dirigentes cubanos, a los que he admirado y respetado, pero no son dioses, ni yo soy fanático, y cuando siento que puedo hacer un reproche y decir no, lo digo, sin miedo y sin reservas.Cuando veo que unas señoras vestidas de blanco protestan en la calle y son maltratadas por hombres y mujeres, no puedo por menos que avergonzarme e indignarme y, de algún modo, aunque no estemos de acuerdo absolutamente, solidarizarme con ellas en su dolor; porque lo más vil y lo más cobarde puede ser que una horda de supuestos revolucionarios ataque despiadadamente a estas mujeres.No hay ningún código que defienda eso en el mundo, es más, la violencia de género se queda corta al ver esas salvajes manifestaciones. Estos dos conceptos que te he expresado, pero tú no has entendido – no hay duda de que estás en tu época de infantilismo revolucionario -, no implica que esté en desacuerdo con Fidel y tampoco implica que esté de acuerdo con las Damas de blanco. Pero tú vas al blanco o al negro, (más al negro que al blanco) y no tienes matices y los años irremediablemente te van a hacer aprender lo que es un verdadero revolucionario o inexorablemente vas a ingresar en ese mundo en el que he visto a tantos como tú, vagando, perdido en la nada. Edmundo, ayer creo que sufriste un revés que no te apliqué yo precisamente, sino los varios miles de personas que asistieron a un recital, carísimo para su bolsillo en crisis, demostrando que es posible el amor, que si anteayer decían “No” y ayer decían “Tal vez”, hoy dijeron “Sí”, un sí contundente, más fuerte que tus sucias y ofensivas palabras. Edmundo, te invito a que cojas tus maletas y regreses a tu país y allí tengas el valor de denunciar todo lo malo que veas, porque Edmundo, te advierto, esa lucha sí es dura y no te calles como esos miles periodistas de allá, cómplices lamentables del silencio. En muchas ocasiones he dicho que me sentaré en el portal de mi casa para ver pasar el “cadáver” de mis enemigos, ahí te espero. Solamente te exijo una cosa: saca mi nombre definitivamente de tu boca irrespetuosa y falsa, son demasiados los méritos que me ha otorgado el pueblo para que un desalmado como tú los manche con sus sucias palabras.Pablo Milanés Agosto 30, 2011

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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011
JOSÉ SÓCRATES - UMA VÍTIMA DA MALEDICÊNCIA....
Socrates01.jpgSocrates02.jpgSocrates03.jpg

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Domingo, 11 de Setembro de 2011
ANTÓNIO JOSÉ CARRUSCA RODRIGUES - morto a 11 de Setembro de 2011
Antonio Jose Carrusca Rodrigues
Escrito por : Henrique Botequilha / VISÃO nº 446 20 Set. 2001 com Henrique Mano (em Nova Iorque), Luís Ribeiro, Miguel Carvalho e Paulo Pena A esperança dos subterrâneos António José Rodrigues, 36 anos, está desaparecido na área do WTC desde o dia do atentado. O seu primo, Jorge da Silva, 29, não tem autorização para lá chegar, mas dificilmente poderia acrescentar algo mais aos esforços das equipas de busca. Já foi aos hospitais, à Cruz Vermelha, a todos os locais onde pudesse recolher uma pista de Tozé, polícia na Port Authority (autoridade marítima) de Nova Iorque e New Jersey.À hora dos atentados, Tozé está no seu posto, no terminal de autocarros,longe dali, na Rua 42. Recebe a ordem de acudir às vítimas e ajudar na evacuação das torres gémeas. Está tudo muito confuso. O fumo é cada vez mais intenso e é-lhe pedido para ir aos pisos subterrâneos, buscar máscaras e garrafas de oxigénio.Quando desce, cai uma torre. O facto de estar nos pisos subterrâneos pode ser uma vantagem. É que por baixo do WTC havia um mundo equivalente a sete andares. Pode estar encurralado, mas vivo, acredita Jorge da Silva.Tozé é um emigrante tardio. Partiu para Nova Iorque aos 16 anos e sozinho, deixando os pais em Faro. Juntou-se aos tios e a Jorge, em Queens, onde começou por trabalhar numa empresa de canalizações. Não teve dificuldades de adaptação, até porque a área foi «colonizada» por milhares de portugueses. Rapidamente, ficou conhecido por «Shorty» (Baixinho) por causa do seu metro e 90 de altura. Alistou-se na NYPD (polícia de NY). Não gostou da experiência, recuou e jogou de novo, agora na autoridade marítima, que integrava há menos de um ano. Após o casamento com Cristina Rodrigues, 23 anos, uma professora primária luso-americana, mudou-se para Long Island e teve dois filhos, uma menina de 7 anos e um rapaz de 4.Na manhã de terça-feira, 11, saiu muito cedo, às cinco e meia da manhã, porque a viagem para a área financeira da grande cidade pode demorar duas horas e ele começa a trabalhar às oito. Mudara de turno no início do mês, para passar mais tempo com a família.«Ele é um lutador. É inteligente e conhece bem aquilo. Vai aparecer», garante a mulher. Quando os filhos perguntam pelo pai, Cristina responde que está a ajudar as outras pessoas. O pai é um herói.


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MANUEL JOHN DA MOTA - morto a 11 de Setembro de 2001
Manuel John Da Mota
Escrito por : Henrique Botequilha / VISÃO nº 446 20 Set. 2001 com Henrique Mano (em Nova Iorque), Luís Ribeiro, Miguel Carvalho e Paulo Pena Uma reunião nas "janelas do mundo" A decoração de alguns dos mais prestigiados restaurantes de Manhattan tem a mão de Manuel da Mota, 43 anos. O seu nome chegou a figurar em revistas da especialidade, garante Barbara da Mota, 36, paraguaia, grávida de três meses, que se recusa a acreditar na morte do marido.Foi precisamente o prestígio profissional que levou este director de projectos de uma empresa de construção ao 107.º andar da torre 1 do WTC. Tinha uma reunião marcada com os donos do restaurante Windows of the World, que queriam fazer obras de ampliação. Chegou dois minutos antes de o primeiro avião se despenhar 20 pisos abaixo.Meio mundo está de olhos posto, incrédulo, nas imagens do arranha-céus atravessado por um Boeing 767. Barbara faz parte da outra metade - tem a TV e o rádio desligados. Toca o telefone, é a mulher de Obedulio, um dos colegas que acompanhara Manuel à reunião. «Perguntou-me como estava, mas não me disse nada para não me preocupar», recorda.Segue-se outro atentado e um desabamento, até as notícias lhe chegarem, através do telefonema de uma amiga: «Não sabes o que se passa? É o fim do mundo. Atacaram o WTC.» Não demorou nada para Barbara relacionar os atentados com o marido: «Dios mio, Manuel!»Barbara liga para o seu telemóvel, mas este não dá sinal, contacta com Mark, um dos colegas de Manuel na Bronx Builders Inc. Mark confirma que o grupo estava no WTC à hora errada. Recebera um telefonema de Joshua, o terceiro elemento, pouco depois do primeiro impacto. Todos estavam bem e mantinham-se juntos.Segue-se a derrocada das torres. Manuel da Mota está no grupo dos portugueses desaparecidos. Um poster com o seu nome, características físicas e contacto da família encontra-se agora junto de milhares de anúncios desesperados, colocados nos hospitais, nas vedações dos jardins, nas paredes dos prédios, nos postes de electricidade e nos semáforos. Foi Barbara que andou a espalhá-los, na companhia de duas irmãs de Manuel, que estão emigradas no Canadá e que passaram a fronteira de automóvel mal souberam da notícia. Os documentos pessoais foram entregues às autoridades, dados de ADN e registos dentários também. Nada mais se pode fazer.Passaram cinco dias sobre os atentados terroristas. Barbara da Mota fala com a VISÃO, na sua moradia na Valley Stream, um bairro calmo de casas elegantes, em Long Island. A sala parece confirmar os dotes de decorador do marido. Está cheia de familiares do casal, e Chris, 10 anos, o mais novo dos três filhos de Manuel (tem mais dois de um primeiro casamento: Justin, 21, e David, 19), corre de um lado para outro. O pior já passou, deixou de perguntar insistentemente pelo pai e de acordar sobressaltado durante o sono. Está a ser acompanhado por um psicólogo.Apesar do tempo que decorreu desde a tragédia, e de o mayor de Nova Iorque, Rudolph Giuliani, desmentir que alguém tenha sido descoberto com vida entre as ruínas, nos últimos dias, a família Mota recusa-se a acreditar que Manuel esteja morto. «Tenho muita esperança, sinto que ele está aí», diz Barbara. «Enquanto há vida, há esperança», acrescenta Carmelita Lopes, irmã do português missing.Manuel Mota costumava dizer que não sabia de onde era: Portugal, África ou América? Nasceu em Vila Nova de Gaia, mas aos 7 anos fez as malas com o resto da família e partiu para Luanda, onde o pai tentava a sorte como professor. Com a descolonização, regressou a Portugal, mas não se demorou. Conheceu uma americana que gozava férias no país do sol e, pouco depois, levou-a ao altar em Nova Iorque, outro novo amor.Trabalhou sempre no negócio da madeira. Chegou mesmo a constituir a sua própria empresa, em Newark. Não se deu mal, o sucesso levou a Bronx Builders a fazer-lhe um convite irrecusável. A empresa de Manuel seria integrada nessa grande companhia, em troca de uma participação na sociedade. Nesta fase, já estava casado com Barbara, que deixara Assunção para se radicar em NY.O nome de Manuel Mota é bastante popular entre a comunidade portuguesa de Queens, onde viveu antes de se estabelecer no sossego de Long Island, há cinco anos. «Às vezes, as pessoas aqui têm uma tendência para serem egoístas e a se agarrarem ao dinheiro. Ele não era assim», afirma João Ferreira, 53 anos, dono do restaurante O Lavrador, em Jamaica, bairro de Queens.Manuel era muito mais do que um cliente frequente, que ia ver o campeonato de futebol português, na RTP Internacional, ou o Benfica, na SIC. Foi ele que renovou as madeiras do restaurante, há oito anos, e quem se prontificou para ir recentemente à Pensilvânia comprar tábuas para um novo trabalho de carpintaria. Deveria ainda dar conselhos sobre as obras na casa de João Ferreira, em Barcelos, quando visitasse Portugal, no fim deste mês, numa segunda temporada de férias (entre os sete irmãos e muitos sobrinhos), depois de uma semana em casa com a família, nos dias que antecederam as acções suicidas.Na bagagem, Manuel traria a boa nova da gravidez de Barbara. «Agora, só queremos uma notícia: saber se ele está vivo ou morto. A incerteza é desesperante», diz o sobrinho Luís Mota, electricista, residente em Carvalhais, Figueira da Foz. Luís ainda se lembra dos brinquedos que o tio mandava dos States, e que frequentemente apareciam nas páginas dos comics que via por cá. Diz-se «eternamente agradecido» ao Estado português, pelo apoio que a família tem recebido, mas de resto mete trancas à porta da privacidade. «Não quero que me vejam chorar frente às câmaras de televisão.»


publicado por João Carvalho Fernandes às 16:11
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