Terça-feira, 18 de Novembro de 2003
MANUELA FERREIRA LEITE
Com a confirmação de um défice acima de 5%, provou-se a falência da política seguida nas Finanças. Este Governo não foi capaz de introduzir as reformas necessárias na Administração Pública e mais uma vez só lá vai à custa de receitas extraordinárias. Não fazem melhor do que os socialistas. Ainda por cima, continua-se a cortar no investimento, deixando crescer as despesas correntes! E está provado que com esta ministra, NADA mudará!

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publicado por João Carvalho Fernandes às 13:11
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8 comentários:
De carlos a.a. a 19 de Novembro de 2003 às 18:02
Tomemos distância para vermos noutras perspectivas! Às vezes dá-me a ideia de que o país é só o que fazem os "boys", duns e doutros. Não é, a realidade o modus vivendi passa hoje completamente à margem dos partidos políticos e dos governantes O nosso sistema representativo, à semelhança do que acontece na UE, marginaliza os abstencionistas que são já quase metade dos eleitores europeus. Não pode ser estranho, então, que não se revendo em nenhum partido estes eleitores se estejam borrifando para os seus representantes. Não é uma questão de remuneração, antes a ausência de um espírito de missão e desígnios nacionais abrangentes.
E, já agora, no tocante às contas do Estado, a verdade é que temos deambulado desde o sec.XIX entre apenas 2 modos de gestão: os contabilistas "manga de alpaca", os do deve e haver, sérios, incapazes de deitar a mão a um centavo mas incapazes de uma estratégia para o futuro, para quem investimento é antes do mais despesa e outros, trauliteiros, quase diria, arautos dos grandes desígnios e empreendimentos que, na maioria dos casos, não foram mesmo investimentos, de despesas se trataram.
Ora, com distância, com perspectiva, diria que seria um passo de gigante obrigar os partidos deste neo-rotativismo a esclarecerem sem margem para dúvida para onde nos pretendem levar e que transporte tomar.
Disto nem Guterres nem Barroso trataram e por isto ninguém os percebe e o fosso entre eleitores e eleitos será cada vez mais fundo.
Desculpem-me este arrazoado, não costume meter-me nestas andanças partidárias.


De João Carvalho Fernandes a 18 de Novembro de 2003 às 21:19
Esquecia-me:

Abraços para todos, claro! E muito obrigado por participarem!


De João Carvalho Fernandes a 18 de Novembro de 2003 às 21:18
Francisco,

É claro que acho este Governo na globalidade bem melhor que os socialistas, a começar pelo primeiro-ministro, mas a ministra das Finanças...

Quanto aos ordenados dos políticos, concordo, mas também se poderia aplicar essa teoria a quase todos os trabalhadores do País! E portanto pode-se concluir que os ordenados são quase todos mais baixos do que deveriam, o que leva a baixa produtividade, por sua vez a baixos ordenados, etc, etc. E andamos neste círculo vicioso!

Mas há uma categoria de trabalhadores em Portugal que ganham muito bem, ao nível do que se passa no estrangeiro: os gestores de grandes empresas; ganham tanto ou mais do que em lugares equivalentes no estrangeiro!


De João Carvalho Fernandes a 18 de Novembro de 2003 às 21:13
Manuel,

Segundo foi noticiado, as despesas com pessoal estarão mais ou menos controladas (+2%), são outras despesas correntes que crescem assustadoramente!


De Planície Heróica a 18 de Novembro de 2003 às 19:46
Na Planície acreditamos...
Não nos resta muito mais.
Depois, não nos parece justo este confronto entre a Dra Manuela Ferreira Leite e os senhores do PS.
É certo que há uma 'cultura de boys' enorme neste país... mas não vemos que outros agentes estejam isentos deste defeito.
Por outro lado, uns fizeram as dívidas e esta paga-as... não as deve pagar todas...

Aqui no Alentejo haviam os 'feitores'. Os feitores eram responsáveis pela exploração de grandes propriedades agrícolas. Anualmente,- e desculpe a franqueza-, os filhos do nosso primeiro liberalismo, deslocavam-se às terras para receber as rendas e réditos competentes.
Numa dessas visitas alguém confidenciou ao Senhor que o feitor estava a 'desviar' para o seu bolso rendimentos que deveriam ser atribuídos ao proprietário rural. Este encolheu os ombros e disse:
-Eu sei. Mas este já está gordo... não preciso de engordar mais nenhum!
Vem isto a propósito ainda de outro assunto: Em Portugal não se pode exigir melhores políticos com os ordenados que lhe são atribuídos pelo estado...
Pior que a cultura 'boys', a inveja é-nos muito mais perniciosa.
Um bom gestor pode ser pago com um mau ordenado e com uma má imprensa?

Um abraço,
Francisco Nunes


De Manuel Pinheiro a 18 de Novembro de 2003 às 19:28
O Estado despesista existe, mas a fatia assassina vem em custos com o pessoal no sector público.
Aqui não dá para despedir por lei. Nos que dá, deixariam de descontar para a SS e passam a receber subsídio de desemprego. Como estamos em recessão, não são criados empregos para onde estes senhores possam ir.

Tricky equation.

Cavaco dizia que só mesmo esperar que morram.


De João Carvalho Fernandes a 18 de Novembro de 2003 às 17:58
Enquanto continuar a existir um Estado despesista, como actualmente, não conseguiremos cumprir o pacto sem receitas extraordinárias.

E tenho a certeza de que, mal a situação melhore, aumentam as despesas. É uma questão cultural!

E chama-me pessimista, mas cada vez acredito menos em retoma relativamente rápida! Acho que vamos acabar por ir a reboque da retoma externa, mas muitíssimo atrasados; sem investimento (e é aqui que tem havido mais cortes) não pode haver crescimento sustentado.


De Manuel Pinheiro a 18 de Novembro de 2003 às 14:38
Prioridades:

A prioridade não é o ajuste radical para 0, nunca foi.
A prioridade é cumprir o Pacto de Estabilidade e executar dentro deste limite uma política orçamental que não extrangule ainda mais as condições de competitividade dos agentes económicos durante uma recessão.
Não vejo qualquer problema em recorrer temporariamente e, volto a escrever, em período de recessão a receitas extraordinárias. Qual é o drama?
Se tudo correr como se começa a prever, e o próximo ano for de crescimento pode-se acelerar a consolidação, sem o lag de despesas sociais com o desemprego ou quebra de receitas fiscais por decréscimo de lucros, rendimento, transações ou outras actividades que gerem receita fiscal.


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