Sexta-feira, 28 de Novembro de 2003
NUIT RHÉNANE - APOLLINAIRE
Para o Jorge Mon verre est plein d'un vin trembleur comme une flammeÉcoutez la chanson lente d'un batelierQui raconte avoir vu sous la lune sept femmes Tordre leurs cheveux verts et longs jusqu'à leurs piedsDebout chantez plus haut en dansant une rondeQue je n'entende plus le chant du batelierEt mettez près de moi toutes les filles blondesAu regard immobile aux nattes repliéesLe Rhin le Rhin est ivre où les vignes se mirentTout l'or des nuits tombe en tremblant s'y refléterLa voix chante toujours à en râle-mourirCes fées aux cheveux verts qui incantent l'étéMon verre s'est brisé comme un éclat de rireGuillaume Apollinaire
De Jorge Afonso a 2 de Dezembro de 2003 às 00:32
NA CAMPA DE APOLLINAIRE,
por Allen Ginsberg
Visitei o Père Lachaise para procurar os restos de Apollinaire/ no dia em que o Presidente dos E. U. apareceu em França para a magnífica conferência de chefes de estado/ por isso deixá-lo o aeroporto no azul Orly uma claridade primaveril no ar sobre Paris/ Eisenhower dando ao hélice para cá do seu cemitério ameericano/ e sobre as campas cheias de rãs do Père Lachaise uma ilusória neblina espessa como fumo de marijuana/ Peter Orlovsky e eu passeámos suavemente no Père Lachaise ambos sabíamos que havíamos de morrer/ e assim demos temporárias mãos ternamente numa eternidade citadina em miniatura/ ruas e tabuletas rochas e colinas e nomes em todas as casas/ à procura da morada perdida de um notável Francês do Vazio/ para prestar o nosso terno crime de homenagem ao seu irremediável menhir/ e depor o meu temporário "Uivo" americano sobre o seu silencioso "Caligrama"...
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