Sexta-feira, 26 de Março de 2004
PEDRO CUNHA MARTINS
pcm1.JPGÉ fumador? PCM - Fumo charutos desde 1989, na casa dos trinta anos, tive alguma curiosidade por esse culto. Seria prazer ? Afirmação pessoal ? Sinal de poder ? Sinal de luxo ? Talvez nesses tempos, a ideia de muitos seria uma das anteriores, mas o final da última década trouxe a afirmação inequívoca nesse sentido - é sim um prazer. Um prazer que é preciso conhecimento, aprender dia a dia os novos produtos, novos tabacos, novas capas e plantas, novas características, novos “blends”. No fundo um tubo cilíndrico para nos despertar sensações a frio que o fumo produzido irá comprovar, ou não, a quente.A CIGAR WORLD existe há quantos anos? O que esteve na base da sua criação?PCM - O projecto CigarWorld surgiu em meados da década de noventa e teve a sua primeira pedra numa pequena loja na Lapa, em 1998. Com a experiência de venda para vários países pela Internet decidi acreditar em Portugal, e, naquele tempo, há seis anos, apenas na área dos acessórios. O consumidor português socorria-se, e com razão, do mercado espanhol. Vejamos, por exemplo, o caso do Montecristo nº4 – naquela altura uma caixa custava 48 contos e em Espanha custava um terço. A partir do final de 1999, início do século,após duas descidas de preços os charutos já só custavam o dobro do preço de Badajoz.Dispunhamos então de charutos, quase todos para venda avulso. Tínhamos de sorrir para o cliente e apenas informar “estamos aqui para uma falta”. Os nossos dias de trabalho absorvente favorecem a desorganização pessoal e diariamente vinham clientes que se tinham “esquecido” de ir esse fim de semana a Badajoz.Inicialmente só vendiam acessórios. Explique-nos porquê e quando ocorreu a alteração de estrégia.PCM - Os acessórios, importados directamente como hoje, lá vendiam e ajudavam a pagar os custos. Após negociações com o Corte Ingles, estes optaram por uma empresa com know-how e especializada para gerir a maior “cava” dos 77 armazéns e a única gerida por terceiros, num mercado onde o charuto era conotado com o elevado custo e sem tradição.A aposta era clara, decisiva. O prazer que pode encontrar na nossa loja, e o mais procurado é o charuto cubano, um produto com um custo médio de 3 a 5 euros, uma pequena extravagância que todos, nem que seja apenas uma vez na vida, deveríamos tentar desfrutar.Creio que acreditei que a minha aposta “democrática” estava ganha no dia em que atendi um vendedor da revista CAIS, que com a sua t-shirt amarela com o respectivo logo, veio experimentar e comprar um charuto. Queria um cubano que não fosse muito forte - “...e já agora se me pudesse explicar como isto se fuma, sempre quis experimentar..”. Aparentemente um técnico que se a vida não lhe tivesse sido “madrasta” teria o sonho de ser um dos amantes do prazer de fumar um bom “puro” e uma nossa visita diária. Espero que a sorte lhe sorria e no-lo traga novamente.Como explica que em tão pouco tempo tenha conquistado uma fatia significativa do mercado dos charutos a outras empresas, algumas há muito instaladas?PCM - Na CigarWorld a aposta nunca foi roubar clientes mas sim democratizar o charuto e ganhar novos adeptos da causa. Temos cada vez mais fumadores mais jovens, mais mulheres que fumam charutos, mais mulheres que sabem comprar para oferecer. Oferecemos diversidade nos charutos avulso, 60 a 70 caixas abertas, variedade na oferta de tamanhos, embalagem para protecção no transporte adequada.Estamos a meio da corrida para a excelência, somos a primeira cava europeia com humidificação motorizada por sensores electrónicos (de cinco em cinco minutos).No presente ano a “luta continua”. Precisamos de manter a diversidade e acompanhamos as tendências mundiais. Faltam os produtos de excelência, os grandes dominicanos, as Honduras, a Nicarágua, as capas Cameroon que Meerapfel fez renascer, os grandes “blends”.Falta conseguir transmitir a todos os clientes o que vão fumar, que tripa, que capote, que capa. Falta informarem-nos o gosto que preferem e termos o fumo certo para o sabor que o fumador prefere. O que acha dos preços dos charutos em Portugal?PCM - No que respeita aos preços, Portugal tem necessidade de uma outra redução complementar de cerca de 10% para ter competitividade no mercado europeu, uma vez que em qualidade a considero superior aos nossos vizinhos, ao nível de Inglaterra, Suiça e Andorra.Após inúmeras visitas a fábricas de Cuba, com passagem pelos postos de trabalho em aprendizagem das cerca de 170 fases de fabrico surpreendem-me cada vez mais os dominicanos, capas com três maturações, Equador com Sol, Equador Shadow, blends com Nicarágua, híbridos a nascer com turfa do Canadá, solos com detectores electrónicos de humidade e charutos de qualidade bem balanceados e com excelentes aromas.Certo que no bom dominicano, temos uma desagradável surpresa – um preço médio bem superior aos charutos cubanos, temos em dez anos uma ascenção em qualidade e um branding excepcional das suas grandes marcas. Quantos aos cubanos os últimos anos com a Altadis permitiram-lhes alguma recuperação na qualidade, no marketing, mas sem grande evolução dos processos de fabrico e das plantas. Apenas a criação de uns híbridos Havana 92 e Havana 2000, que experimentei antes de saltarem a terreno, mas sem os aromas do criollo de Vuelta Abajo. Qual o seu charuto preferido?PCM - Aprecio regularmente os robustos, os torpedos, um doble corona num jantar com um grande amigo, surpreendeu-me sempre a excelência e fortaleza das selecções limitadas cubanas. Recordo com saudade o último Cohiba Piramides - que qualidade e fortaleza e aroma excepcionais ! Dos novos “terroirs” apreciei o Padron, Paul Garmirian, Fonseca Vintage, Aurora Preferidos Tubos Cameroon, Arturo Fuente Opus X, Ashton Heritage e VSG, Griffins Fuerte e Zino Platinum Crown.Qual a sua opinião sobre os charutos açorianos?PCM - A marca Azores é uma aposta pessoal na divulgação de um produto que é elaborado com qualidade. A mistura utilizada capa Sumatra, capote Dominicano, tripa Cubana Brasil e Olor Dominicano é um “blend” que lhe dá fortaleza e um sabor próximo dos grandes vintages dominicanos.A marca “AZORES” tem características que lhe permitem dar os primeiros passos para a internacionalização. Curiosamente falava para um grande distribuidor de capas no mundo e falava-lhe dos Azores para experimentar umas capas numa outra série. Azores, what are those cigars ? in Portugal ? islands ? hand rolled ? thats curious, the world does not know nothing about it ? send me two or three ? the blend seems good , quite different could be made in Dominican Republic or Honduras.....A CigarWorld é uma porta aberta para todos conhecermos novos produtos, “o mundo do charuto”, sendo um desafio agradável no caminho da excelência.


publicado por João Carvalho Fernandes às 13:50
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4 comentários:
De Paulo Vieira a 1 de Outubro de 2004 às 17:04
Caro Dr. Albuquerque,
A loja Bompuro está situada em Cascais. Pode encontrar toda a informação sobra a localização em www.bompuro.com.
Até sempre!


De Dr. Albuquerque a 13 de Agosto de 2004 às 18:16
Precisava de saber o endereço do V. posto de vendas. Necessito de adquirir cigarrilhas da marca
Mini Pléiades.


De Gabriel Nogueira de Matos a 22 de Junho de 2004 às 21:59
Este "Senhor" PCM, para chama-lo de alguma forma, pensa que as pessoas são idiotas ou que não conhecem o mercado. Felizmente existem empresas com outra forma de abordar o mercado, outra honestidade e outra forma de estar na vida. Basta entrar na nossa loja em www.dongabriel.net e perceber quem realmente está nos lugares da frente nesta corrida. A Intersapiens Group,S.A.- Don Gabriel-Cigars, com séde em Badajoz-Espanha e a empresa Bompuro,Ldª em Portugal, são as unicas empresas da peninsula iberica a usar sistema de humidificação por ultrasons, com controlo atmosferico em real-time,e fornecimento de agua ao sistema 100% pura por "Reverse Osmosis System" . Os nossos charutos não são humidificados com agua direta da torneira. Se desejarem visitem este link e vejam o que diz a imprensa sobre a nossa empresa : http://www.dongabriel.net/3.htm.
Já agora, para verem algumas diferenças, a nossa empresa é a UNICA licenciada pelo "Comisionado para el Mercados de Tabaco" para vendas por internet, todos os outros sites que existem em Espanha são ilegais, e alguns deles a unica coisa que vendem são charutos falsos.
Desde 1998 que vendemos os nossos produtos a mais de 3000 clientes dispersos por 23 paises.
Julgo que já está na hora de parar com este tipo de propagando ao estilo da outra senhora que apenas tem por base a mentira, e julgam que "quanto maior é a mentira mais gente acredita nela". Se quizerem, podemos falar mais sobre os inicios da CigarWorld, que nada tem a ver com o mencionado pelo "Sr. PCM"... Bons Fumos ! Até Breve !


De Paulo Vieira a 22 de Junho de 2004 às 19:01
A seguinte afirmação é FALSA!
..."Estamos a meio da corrida para a excelência, somos a primeira cava europeia com humidificação motorizada por sensores electrónicos (de cinco em cinco minutos)."...
Basta visitar a loja Bompuro, em www.bompuro.com, para perceber a diferença.
Fomos os primeiros em Portugal a possuir Walk-in e Armazém totalmente em madeira de Cedro maciço com controle electronico de temperatura e humidade com monitorização em "real time" (e não de 5 em 5 minutos).
Este individuo tem uma tendência natural para se auto-promover com as sua afirmações absurdas e vulgares de quem não conhece o mercado.
Ele nem de Portugal, quanto mais da Europa...


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