Segunda-feira, 28 de Junho de 2004
NÃO, NÃO, NÃO E NÃO!
NÃO A SANTANA LOPES PRIMEIRO MINISTRO!NÃO, porque cada vez mais os eleitores votam em pessoas e não em partidos! Mudar o primeiro ministro é legal mas do ponto de vista substantivo não é a solução mais democrática. Até porque nas últimas legislativas os dois principais candidatos colocaram a questão como uma eleição entre os dois e não entre os seus partidos.
NÃO, porque nas últimas europeias este governo foi fortemente castigado; por muito que custe a alguns, a grande maioria dos eleitores estava-se perfeitamente a marimbar para a europa e votou para castigar (ou defender) o governo.
NÃO, porque o mandato de Santana Lopes em Lisboa tem sido desastroso. Eu próprio que votei nele, depois daquilo a que assisti e de tudo o que não foi feito (subscrevo o slogan do Bloco de Esquerda: "Santana dois anos a fazer que faz") NUNCA mais lhe darei um voto seja para o que for.
NÃO, porque os nomes de que se fala para ministros desse hipotético governo mostram claramente que a base dele seria não a competência, mas o compadrio, o amiguismo e tudo o que vem atrás. Aliás, só falta mesmo aparecer o nome de Luís Delgado para ministro! A este propósito, recomendo a leitura do artigo do Nicolau Santos, no
Expressoonline, nomeadamente o último parágrafo...
E como sabe?
Nessa altura não havia Fumaças!
De qualquer modo, o João Soares era vereador, o Santana não está no Governo; aceitava muito melhor a sucessão ser por parte de um dos ministros actuais!
Mas já agora acrescento-lhe que nunca quis nada com o PSD e nas últimas autárquicas, contra o João Soares, até aceitei ser candidato como independente pelo PSD! E votei Santana Lopes. Logo acho que tenho ainda maior legitimidade para criticar e não o querer: votei nele e nunca mais o farei por tudo aquilo que ele prometeu e não fez em Lisboa.
De
cparis a 30 de Junho de 2004 às 13:20
caro fumaças,
não o vi tão exaltado quando João Soares subiu a Presidente da CM Lisboa quando esta foi abandonada pelo Sampaio....
E mais uma: Santana nem sequer foi candidato a deputado em 2002, logo a legitimidade dele é menor, já que não faz parte desta legislatura. O compromisso dele é com Lisboa.
"E contra mim falo, porque como sabe o PND não está ainda preparado para eleições"
Pois sei, por isso é que perguntei :)
Caro Pedro, defendo que deverão ser realizadas eleições.
Apenas aceito que tal não ocorra se houver um congresso do PSD que escolha o sucessor de Durão Barroso e mesmo assim, tenho muitas dúvidas que tal governo (seja quem for o escolhido...) consiga chegar ao fim da legislatura.
E contra mim falo, porque como sabe o PND não está ainda preparado para eleições; mas acho que para o país seria o melhor - a instabilidade está aí!
Abraço
NÃO, NÃO, NÃO, NÃO E NÃO e além disto,
NÃO, NÃO, NÃO, NÃO E NÃO,
e NÃO, pelas mesmas razões.
Tendo em conta um certo aspecto curricular do visado, podemos presumir que Portugal deixaria de ser um "país de tanga" para passar a ser um país em "fio dental".
Isto seria uma mudança importante do ponto de vista erótico, mas não estou certo quanto à sua possível contabilização nos "invisíveis correntes".
Caríssimo João,
Deixe-me perguntar-lhe directamente porque gostava de saber - realmente - a sua opinião: defende eleições antecipadas?
Abraço,
Pedro Guedes
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