Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2006
AGOSTINHO DA SILVA E A COERÊNCIA
Não me preocupa no que penso nem a originalidade nem a coerência. Quanto à primeira, tudo aquilo com que concordo passa a ser meu — ou já meu era e ainda se me não tinha revelado. A minha originalidade está só, porventura, na digestão que faço. Pelo que respeita à coerência, bem me rala; o que penso ou escrevo hoje é do eu de hoje; o de amanhã é livre de, a partir de hoje, ter sua trajectória própria e sua meta particular. Mas, se quiserem pôr-me assinatura que notário reconheça, dirão que tenho a coerência do incoerente e a originalidade de não me importar nada com isso.Prof. Agostinho da Silva


publicado por João Carvalho Fernandes às 23:59
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UNS POEMAS DE AGOSTINHO (IV)
Pé firme leve dançaque o saber seja adultomas o brincar de criança.Prof. Agostinho da Silva


publicado por João Carvalho Fernandes às 23:00
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ALGUM DIA - AGOSTINHO DA SILVA
Algum dia um novo Papaanunciará altivoque Deus é raiz quadradade um quantum negativoe o Deus que tanto procuroem que atingido me afundoé aquele ser-não-serdo que acontece no mundoda matéria mais que densaé que é divertido serali se nada acontecetudo pode acontecerProf. Agostinho da Silva


publicado por João Carvalho Fernandes às 22:00
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DO PARADOXO...
Não sou do ortodoxo nem do heterodoxo; cada um deles só exprime metade da vida, sou do paradoxo que a contém no total.Prof. Agostinho da Silva


publicado por João Carvalho Fernandes às 21:00
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PENSE SEMPRE POR VOCÊ...
Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles forem meus, não seus. Se o criador o tivesse querido juntar a mim não teríamos talvez dois corpos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição venha a pensar o mesmo que eu; mas nessa altura já o pensamento lhe pertence. São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.Prof. Agostinho da Silva


publicado por João Carvalho Fernandes às 20:00
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O LEMA DE AGOSTINHO DA SILVA
O homem não nasceu para trabalhar, mas para criarProf. Agostinho da Silva


publicado por João Carvalho Fernandes às 19:00
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A EXPERIÊNCIA DE AGOSTINHO DA SILVA
Como resumiria a sua experiência?Dizendo que vale a pena jogar na confiança; que é bom estar de sobreaviso quando tudo nos corre bem; que o máximo da maré baixa é a véspera exacta do encher da maré; que não é mau cantar-se quando chove; que não façamos muito má cara às nossas fraquezas, porque nos pode ficar o rosto demasiado franzido perante as fraquezas dos outros; que não prejudica bater às portas, quer se abram ou não; que não julguemos ser senhores da verdade; que nada excluamos em nós para ficarmos mais belos, porque nos arriscamos a ser as galinhas tristes que os jardineiros de mau gosto talham dos fortes buxos; e, finalmente, que não demos importância às conclusões que tiraram os outros de suas experiências: para nós só são fecundas e válidas as que nós próprios tivermos.Prof. Agostinho da Silva


publicado por João Carvalho Fernandes às 18:00
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UNS POEMAS DE AGOSTINHO (III)
Não sei quem manda na vidamas a quem for eu me entregoe o que queira me decida.Prof. Agostinho da Silva


publicado por João Carvalho Fernandes às 17:00
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AGOSTINHO DA SILVA: TORNAR-SE CONTAGIOSO
O importante, disse-o um dia a alguém que me pedia conselho, é ser-se o que se é e tornar-se contagioso. A primeira responsabilidade que nos assiste é saber o que se é: continuo convencido de que todos nós nascemos com uma partitura na cabeça. Depois, tantas vezes, ou porque nos faltou mestre de música, ou porque não encontramos piano à mão, vamo-nos entretendo a tocar coisas que não são da nossa partitura. Há então que fazer o esforço, individual ou colectivo, de achar o mestre e o piano que a partitura exige. Conseguido isso, devemos tornar-nos contagiosos.Temos na história de Portugal indivíduos exemplares nesse esforço.Camões: desde que resolveu ser Camões, persistiu até ao fim, contra ventos e marés, em tocar a sua partitura, negando-se a ser o que os outros queriam que ele fosse e sendo ao mesmo tempo os diversos que foi. Só lhe faltou inventar ele os heterónimos que foi, para se irmanar a Fernando Pessoa. Deixou-nos esse trabalho a nós: podemos percorrer a obra que ele foi assinando com o mesmo nome e inventar os heterónimos que cabem a cada composição.António Vieira: outro homem de heterónimos. Ora enverga a modesta roupeta da Companhia, ora o traje ligeiro de andar nos sertões do Brasil, ora a sumptuosa indumentária do diplomata europeu. Também podemos percorrer-lhes os actos e os escritos e inventar heterónimos que os designem na sua diversidade.Fernando Pessoa: poupou-nos muito do trabalho de invenção, pois deixou sair de dentro de si os seus heterónimos.De comum nos três: nenhum deles se rendeu. Com a manha muito portuguesa em Vieira de se não render rendendo-se a uma Companhia cuja regra é que os seus membros se lhe abandonem como cadáveres activos. Mas pobre da Companhia, que passou a obedecer a Vieira e a andar a reboque dos seus planos grandiosos!Prof. Agostinho da Silva


publicado por João Carvalho Fernandes às 16:00
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ESPANHA....
É evidente que a Espanha está no caminho das autonomias e tudo o que daí há a supor, a não ser qualquer acontecimento histórico muito extraordinário, é que as autonomias se vão acentuando, podendo nós pensar que se chegará, um dia, a uma grande independência de carácter jurídico de cada uma das regiões, o que não quer dizer uma independência de carácter cultural.Prof. Agostinho da Silva


publicado por João Carvalho Fernandes às 15:00
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